Repúdio à editora Matrix, e ao livro Tapa na Bunda, de Denise Dias 31


Deixo aqui publicamente, o email que enviei à editora Matrix.  Espero que todos vocês possam fazer o mesmo.
O link para envio de emails é o:
http://www.matrixeditora.com.br/shop_content.php?coID=7
os emails de contato são: editor@matrixeditora.com.br ou imprensa@matrixeditora.com.br
Aos responsáveis pela Editora Matrix
Estou indignada com o livro que vocês acabaram de lançar, intitulado “tapa na bunda”, da autora Denise Dias.
Não acredito que ainda existam pessoas neste país, que acreditam e defendam que educar é dar umas palmadas….
O pior, é isso ser aprovado por uma editora e colocado nas prateleiras!
Quando as pessoas vão entender que o problema, quando ele existe, não é com a criança, e sim com o meio em que ela vive??????
A criança que deu o azar de nascer num lar intolerante, impaciente, não preparado para recebe-la naquele momento é vitima! E torna-se produto da violência a partir do momento que é submetida à palmadas.
Bater em animais é crueldade. Bater em adultos é agressão. Bater em crianças, é educar??????
Mas é claro… educar dá muito trabalho.
Bater, fazer a criança obedecer pelo medo, é muito mais fácil.
É o que fazem os tiranos e ditadores. Foi o que fez Hitler.
Me entristece ver uma editora publicar uma obra dessas. Me entristece ver obras bacanas sendo rejeitadas.
Espero realmente que vocês se deem ao trabalho de ler todos os emails que vão receber. Porque no que depender de mim, e da rede que participo, vocês vão ter muitos, muitos emails para responder.
Gisele Leal, mãe de 3 crianças muito diferentes entre si, porém que nunca, nunca precisaram de uma palmada para entender algo que uma simples conversa, um diálogo, até mesmo alguns intantes de reflexão puderam ensinar.


About Gisele Leal

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31 thoughts on “Repúdio à editora Matrix, e ao livro Tapa na Bunda, de Denise Dias

  • Lea Cunha

    Vergonha alheia desse livro e dos comentários na matéria…
    Muito pertinente seu comentário, Gisele: “Bater em animais é crueldade. Bater em adultos é agressão. Bater em crianças, é educar????”… Há punição para quem bate em adulto, por que ser OK – e legalmente aceitável – bater numa criança? Que “formação” é essa?

  • Robson

    Gisele (espero que você leia esse comentário! se não ler vale a todosque lerem), em momento algum a autora (Denise) é conivente com a agressão a crianças no mínimo essa suavisão a respeito do livro é retrógrada e sem fundamento. O que a terapeuta defende é que os pais tomem seu lugar na educação de seus filhos e que “energia” ao repreender nunca fez mal a ninguém. Em que capítulo do livro a terapeura pede para que espanquemos nossos filhos? talvez Gisele o que lhe falte seja informação a respeito do assunto. Quanto aos outros comentários poupem nos de tamanha infantilidade senhoras… o único retrocesso que vivemos é o atual onde pessoas tão defensoras de direitos e tantas coisas mais se esqueçem que antes de falar temos de ouvir… e só para que saibam eu também tenho filhos (2 para ser exato) e nem eu ou minha esposa ficamos indignados ao lermos o livro.

    • Vanessa Lopes

      “Energia” é sinônimo de tapa aí no seu texto, né? Desculpe Robson, mas você e a autora do livro não param de se contradizer: “em momento algum a autora (Denise) é conivente com a agressão a crianças”… Vc não acha o tapa na bunda uma agressão física???

    • Admin

      Prezado Robson,
      poderia ter não autorizado a publicação do seu comentário. Entretanto, como sou muito democrática, está autorizada a publicação.
      Para mim e para muitas outras pessoas, tapa na bunda é agressão física sim. Então, usar um tapa na bunda como ultimo recurso de tentantiva de educar uma criança, para mim é agredi-la. Assim como gritar também é agressão. Assim como ignorar também é agressão.
      Concordo que os pais tem que tomar lugar na educação dos filhos, aliás essa é nossa missão, nosso papel! Agora, comparar “tapa na bunda” com energia, é um pouco demais. Há outras formas de se educar e ser firme e mostrar limites para uma criança. Há outras formas de se mostrar autoridade. Bater, independente da intensidade é autoritarismo.
      Talvez realmente me falte informação a respeito. Se me falta o tipo de informação que a Sra Denise Dias está divulgando, então prefiro continuar uma desinformada.
      Tenho 3 filhos, a mais velha tem 13 anos, e nunca precisei usar de “tapa na bunda” para educar. Educo através do diálogo, da negociação, da conversa, da troca, da parceria, do amor.
      Quanto aos outros comentários, não vejo porque poupa-lo de qualquer coisa, muito menos infantilidade. O blog é um espaço livre, lê quem quer, visita quem quer. Comenta quem quer. Se o senhor não gostou dos comentários das outras leitoras, é um direito seu não voltar aqui para le-los. Entretanto, não peça para ser poupado. Estamos, felizmente, num país onde a liberdade de expressão é um direito garantido, e se não fosse assim, esse livro lastimável, superficial, sem embasamento não teria sido publicado.
      Vejo agressão às crianças como um retrocesso, ao contrário do senhor, que ve como retrocesso a livre expressão e defesa de direitos básicos como o de viver livre de violência.
      Por ultimo, o senhor e sua esposa tem todo o direito de não ficarem indignados com o livro. Só espero que não apliquem o que essa suposta terapeuta ensina. Caso contrário, estarão no mínimo, ferindo o estatuto da criança e do adolescente, além de deixarem registrado aos seus filhos a sua total falta de competência em educar, sem agredir. Educar sem medir forças.
      Abraço, volte sempre que quiser.
      Gisele

      • Robson

        Muito interessante saber que é a senhora a adm do blog confesso que não me atentei para isso. Obrigado por ter permitido a publicação e a liberdade de expressão, Se caso ela não ocorresse a senhora provaria a mim e a muitos outros que sua alienação pelo assunto e excesso e de zelo é pior do que imagino! outro fato interessante é que o livro não é sem embasamento há uma pesquisa que talvez a senhora não teve acesso algum (e como mostrou sequer tem interesse! isso também é violência e chama-se preconceito). Imagino que seus filhos sigam seus exemplos ignorando a violência na TV, em filmes, desenhos animados, etc… Meus filhos tem uma educação muito boa, não é perfeita e nem tão pouco eles são inquestionavelmente maravilhosos pois graças a Deus são humanos, e os ensinamos que a vida é uma via de mão dupla onde todos devemos respeita uns aos outros… isso é tão clichê mas é a mais pura verdade… quanto a senhora a agradeço a oportunidade e espero que seja possível um dia a senhora entender que o mundo se estende por uma área maior do que seu amor todo é capaz de abraçar. fica a minha sugestão, leia o livro – dê-se a “esse” luxo… continuarei voltando sim, agradeço o convite esse assunto é muito interessante e gosto de ver como outras pessoas se comportam. Como esse estou acompanhando outros blogs sobre o mesmo assunto, espero que o comentário seja publicado, obrigado. abraço.

        • Susana

          “todos devemos respeita uns aos outros”
          Claro, pq respeitar é chegar dando tapa na bunda de uma criança só pq ela não se comportou como um robozinho programado…
          É cada uma… ¬¬

    • Janaina

      Desculpe-me Robson, mas a agressão está na capa do livro!
      Imagine seu filho chegando em casa e dizendo que levou um tapa da professora? Não foi espancado, apenas levou um tapa… o que vc acharia? Que ela o está educando ou está agredindo?
      Por que um professor não pode e os pais podem?
      Pode reparar, se você dá palmadas em seu filho, em que momentos você as dá? Quando VOCÊ está irritado, não é? Então o problema é seu e não do seu filho que está crescendo e aprendendo.
      Eu tenho um filho de 8 anos e uma filha de 3 anos, ambos não apanham e sempre recebo elogios sobre sua educação.
      Se eu consigo, qualquer um que quiser, também pode!

      • Admin

        Ah Janaina…. aí é que está…. não é qualquer um que consegue. Talvez tenham aprendido assim. Por isso é importante a conscientização, coisa que a autora está fazendo exatamente o contrário. Ao invés de expor o problema, acaba estimulando “olha, a culpa não é sua pai ou mãe. É seu filho que é problemático e precisa apanhar”…. fala sério?
        Mas acho que um primeiro passo para pais que batem, é conscientizar-se disso mesmo que vc falou. Prestem atenção. Em que momento as palmadas são dadas? Durante um descontrole? Hummmm…. então é preciso refletir, certo?
        Um segundo passo é se controlar mesmo. Eu tb sinto vontade de bater. Quem nunca sentiu? Então respiro fundo (eu apanhei quando era criança), as vezes até saio de perto. Dependendo da situação, coloco a criança para “pensar” num determinado local. Qdo me acalmo, vou até esse local, e converso. Sem bater. Sem agredir. Sem humilhar.
        Agora reforço a minha pergunta lá do post:
        Bater em mulher é agressão. Tem lei que protege – Lei Maria da Penha
        Bater em homosexual é homofobia. Tb tem lei que protege
        Bater em animais é crueldade
        Bater em criança é educação????????????????????????????????????????????????????

  • Simone Menzani

    A autora confunde AUTORIDADE com AUTORITARISMO, quando diz que o lugar dos filhos é lá embaixo!!!! ABSURDO!!!! Até o Renato Russo entendia melhor de educação.!!!! Tapa na bunda é adestramento de filhos, no máximo, e com imposição de temor. Devemos ter o respeito de nossos filhos. Eu confesso que já dei uns tapinhas na bundinha do meu filho, durante uns 2 meses. E o que eu percebi??? Ele não ficou mais obediente. Ele ficou mais rebelde, mais nervoso e começou a distribuir tapas também. O que eu percebi? Bater não resolve. O que eu fiz? Pedi perdão ao meu filho inúmeras vezes, me senti muito culpada, mas com muito amor, abraços e carinhos eu passei a conversar mais com ele, mansamente, e parei totalmente com esse hábito ruim. O que aconteceu??? Ele ficou mais gentil, quando eu digo que não pode, ele sorri e vai para outro lugar. Ele só tem 1 ano e 5 meses, ainda não fala direito. Será que os filhos não entendem que queremos protegê-los??? Claro que entendem. Bjos.

    • Manassés Rodrigues de A. Silva

      Imagine uma empresa sem distinção de cargos e funções. A família tem de ter uma figura de referência. E tem de ser autoritário em muitos momentos. Não se pode deixar que as vontades dos filhos ultrapassem as dos pais.
      Quando teu filho estiver com mais de 5 anos você terá outra opnião, se ele não for totalmente submisso, provavelmente terá momentos de ditador. “Seja feita minha vontade…”.

      • Simone Menzani Marin

        Primeiramente a família não é uma empresa e não pode ser comparada a uma. A família é uma estrutura onde cada familiar executa um papel dentro daquela família, uns são provedores, outros cuidadores, entre outros papéis. Esses papéis podem se rodiziar entre os membros familiares conforme a conformação familiar e as situações de vida da família. Existem famílias onde as pessoas sentem necessidade de se construir, ou se recosntruir, ou se desconstruir criando uma nova composição familiar. Dessa forma, existem vários pontos de referência, a referência do cuidado doméstico, a referência do cuidado da saúde da família, a referência de sustento da família. Todos são papéis familiares onde tanto a mãe, como o pai, o irmão mais velho, a avó que mora na mesma casa ou o tio que dividi o mesmo teto podem assumir e serem referências em determinados aspectos. Assim como dois membros podem assumir um mesmo papel e serem referências de uma só coisa: duas pessoas que trabalham e dão o sustento. O desemprego, uma doença, a morte…. são acontecimentos que podem mudar a conformação familiar, mudar os papéis, as referências… A família não é um sistema onde cada um tem sua função estabelecida.A família é um laço afetivo onde os membros assumem diferentes papéis em diferentes momentos das suas vidas em prol de si mesmos e dos membros.
        Autoritarismo implica em uma conduta política em que o poder está concentrado em uma pessoa ou em um pequeno grupo que, para impor sua autoridade, viola direitos e liberdades individuais. O autoritarismo é a imposição da autoridade e não a autoridade em si, já que ela é o direito e até mesmo o poder de tomar decisões baseadas nas experiências de vida, na maturidade e no conhecimento. O autoritarismo coibe, violenta, proibe aprisiona, enquanto a autoridade é a voz da experiência e do conhecimento. Tenho certeza de que os filhos preferem ser corrigidos ouvindo conselhos e exemplos de vida, a levarem sermões e tapas. Aliás, como já disse no início, a família não é uma empresa, onde existe um diretor, um dono e algum membro corra o risco de ser “demitido” da família se não cumprir “ordens”. Assim como a família também não pode ser considerada como um regime político onde exista um ditador e algum membro corra o risco de ir para o “holocausto” por simplesmente não se encaixar na função determinada ou ser geneticamente malfeito (entenda-se por personalidade, digamos assim.) Pode considerar esse parágrafo radical, mas é também radical dizer que o que funciona mesmo é o autoritarismo na família. O que vc propoem em sua fala é seja o pai ou a mãe ditadores para impedir que seu filho seja um ditador aos 5 anos?? Q exemplo darei se eu mesma agir desse modo??? Não entendi o que vc quiz dizer com: Quando teu filho estiver com mais de 5 anos você terá outra opnião, se ele não for totalmente submisso, provavelmente terá momentos de ditador. “Seja feita minha vontade…”. SUBMISSO pq?? Por eu explicar as coisas para ele, ou conversar??? e ditador???? não entendi… vc poderia explanar melhor o seu pensamento???

      • Admin

        Sr Manassés, discordo completamente do seu ponto de vista.
        Uma empresa é algo completamente diferente de uma família.
        Uma empresa é um sistema fechado que visa o lucro, doa a quem doer. E não adianta vir com aquele papinho de gestão de pessoas, que o cliente é isso, que o funcionário é o maior bem de uma empresa. Eu trabalhei 15 anos em diversas empresas e tudo isso é lindo no papel. A realidade é muito diferente. As pessoas que compõe uma empresa são números, e são totalmente descartáveis e substituíveis. Estão ali enquanto colaboram para o lucro desta empresa. Passam a ser dispensáveis da noite para o dia.
        A família é uma construção aberta e mutável porque poderá receber novos integrantes. Os membros de uma família são únicos, não são descartáveis e não são substituíveis. Quando um integrante da família se vai, fica sempre um buraco. Não há substituiçao. Pelo menos a minha família é. Na família os papéis não são impostos, mas são desempenhados conforme cada situação e conforme as possibilidades de cada um. Na família são todos por um. Pai e mãe são figuras apenas para ensinar? Ao meu ver não. Tenho 3 filhos e aprendo muito com eles. Tenho como vértice principal da minha conduta, assim como meu marido, instruí-los ao bem, à moral, a respeitar ao próximo, nas diferenças e em diversas situações. Temos o amor e o carinho, a admiração, e a cooperação como fundamentais em nosso núcleo. Ahhh… Como poderei ensiná-los a respeitar o próximo se eu não respeitá-los enquanto indivíduos em formação? Como serão formadas suas personalidades se crescerem sob o medo de “apanharem” quando desempenharem mal “sua função”?
        São sistemas muto diferentes, e na família (pelo menos na minha) não acabe autoritarismo. Cabe amor, respeito, solidariedade, cooperação, e muitas outras coisas que talvez o senhor não entenda.
        Abraço,
        Gisele

  • Cris Moreira

    É um absurdo, como a própria autora diz em uma entrevista, a forma como as pessoas monstrualizaram a educação doméstica e concordo em gênero, número e grau “Não se pode mais falar que os pais mandam nos filhos. Virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes. Podemos até falar que é uma geração drogada e prostituída também. A quantidade de jovens usuários de drogas só cresce ano após ano, isso não é falta de informação, é falta de limite. O que é, muitas vezes, imposto com um tapa na bunda”
    Agradeço aos meus país pelas palmadas, por terem sido enérgicos quando foi necessário e autoritários também quando preciso. Ninguém aqui tá falando de agressão pois quem agride criança tem má índole e merece cadeia, é caso de polícia e esse exagero que os radicais anti-palmadas em nada vai ajudar.
    Somos a última geração de filhos que obedeceram seus país e a primeira que obedecem os filhos .. Uma inversão de valores que cria no mundo uma nova e péssima educação. Crianças e adolescentes não tem discernimento muitas vezes do certo e errado e são imaturos .. nos testam o tempo inteiro e são como uma esponja, absorvendo tudo a sua volta..
    Eu tenho a minha consciência tranquila que contribui para a sociedade com um filho adolescente e tranquilo que passou por períodos de rebeldia, achando ser o dono da verdade , correndo risco de ficar como alguns de seus amigos, filhos de mães que se omitem, que são ausentes e que são chingadas, hostilizadas por achar que uma palmada ou tapa poderia traumatizar seu filhinhos que hoje lhe tem um pingo de consideração e respeito pois sabe que não lhe foi dado Limites e um dia a conta será cobrada.
    Respeito a opinião de vocês mas não admito ninguém se metendo na educação dos meus filhos.
    Abçs,

    • Admin

      Cris
      tambem respeito sua opinião, mas não concordo.
      Não vejo a “palmada” como ultimo recurso da educação.
      Se chegamos ao ponto de ter que dar uma palmada para educar, então temos que rever todo o caminho que foi feito.
      Tenho uma filha adolescente e outros dois pequenos e só me orgulho deles.
      Educar sem bater não é OMITIR-se.
      Concordo quando você fala que há jovens e adolescentes sem limites. Talvez por omissão sim. Mas fazer-se presente através da violência?
      A educação através das palmadas é exatamente o oposto da omissão. É extrapolar os limites. É ser radical. É assumir que se perdeu o controle lá atrás e que precisa sim, bater. Onde está o meio-termo? Não omitir-se, não impor autoritarismo. Não bater. Educar através, principalmente, do exemplo. Educar através do amor, educar através do cooperativismo.
      Fica a dica.
      beijos
      Gisele

    • Janaina

      Eu mando nos meus filhos sempre que preciso. Mas não bato… não quero ensinar uma pessoa a resolver seus problemas com agressão. Aqui resolvemos de outras maneiras… com conversa ou, quando necessário, aplicando uma consequência a seus atos.
      Quero seres pensantes e não medrosos!

    • Rozi

      Cris, concordo totalmente com você, tenho Dois filhos e convivo com muitas crianças e jovens e reconheço este processo o qual vc descreveu, e sim devemos impor os limites e sim ser autoritarios em vaarias situações, EU tbm levei muitos tapas e conheço muitos adultos jovens que tambem apanharam e que hoje respeitam, cuidam e admiram seus pais, e que não se revoltaram com eles em momento algum por isso, como tenho amigos/as que desrespeitam os pais e os hostilizam e que nunca apanharam. n sou defensora da palmada, pois sei q tem muitas familias que fazem um ótimo trabalho sem precisar recorrer a isso. Eu dou palmadas nos meus filhos, mas jamais com raiva ou com falta de respeito, e sim como consequencia de algo repetido a exaustão e eles tem conciencia disso, pois desde pequenos ensinamos q para cada coisa que se faz tem uma consequenciaconverso muito com os dois. E o mundo n será benevolente com eles e se frustarar e sofrer faz parte do amadurecimento.
      e tenho a conciencia tranquila quanto a criação dos meus filhos, pois eles sempre estão entre os melhores em tudo, são disciplinados esforçados respeitam os outros e são ótimos amigos, só recebo elogios, e eles levam tapinhas na bunda sim,e jamais bateram ou hostilizaram qqr pessoa. Nós como Pais temos q manter o direito de escolha de como educar nossos filhos, e este assunto de educar com ou sem tapa ainda tem que ser muito discutido muito estudado pois pelo que vejo nossa sociedade ainda não é unanime quanto a isso, e uma LEI que imponha esse ou aquele jeito de educar só servirá para bagunçar mais ainda esta sociedade sem rumo. Claro que exintem abusos e para isso já se tem lei, ela só deve ser cumprida!
      e como disse a Cris “Respeito a opinião de vocês mas não admito ninguém se metendo na educação dos meus filhos. ”

  • Manassés Rodrigues de A. Silva

    Não confunda uma palmada com violência, muitas vezes o intuito é conter aquilo que as palavras não resolvem. Sou de uma geração que respeita o semelhante, independente de sexo e idade, hoje vejo crianças xingando e batendo nos mais velhos, nos colegas e professores na sala de aula , sem poder ser reprimido para não deixá-las “traumatizadas”.
    Sempre que mereci apanhei, nem por isso peguei um faca e desejei matar meus pais. Estão criando um mundo de rebeldes sem causa, que por não terem limites estão matando os pais, quando não fisicamente é de vergonha, tendo que ir a diretorias, delegacias e necrotérios.
    Temos de impor limites, e se for necessário darei sempre uma palmada em meus filhos.

    • Admin

      Sr. Manassés
      Fico triste em saber que o senhor apele para as palmadas, que como eu disse no post são apenas atestado de nossa própria incompetência em resolver uma situação.
      Em nenhum momento defendo a falta de limites. Temos que colocar limites sim, mas não com violência.
      Violência é bater (independe da intensidade), é agredir verbalmente, é impor humilhações.
      Também apanhei quando criança, e isso só me fazia sentir raiva e ódio de quem me batia. Nunca respeitei quem me batia pelos valores, mas sim pelo medo. Isso fez com que deixasse de amar? Não! Mas tenho certeza que amaria muito mais se não tivesse apanhado. Hoje seria uma pessoa muito melhor do que sou. Demorei muito para confiar nas pessoas, demorei muito para me doar, pois tinha medo de ser agredida, fosse verbalmente ou fisicamente.
      Ah… e só para constar, a minha filha mais velha tem 13 anos. Não é ditadora e nem submissa. É uma garota totalmente sociável, amável, e negociadora.
      Abraço,
      Gisele

      • Janaina

        Gisele,
        Também percebo meu filho mais velho sabendo se colocar muito bem com as palavras, acho q isso é reflexo do tipo de educação que demaos à ele, com conversas e explicações e não querendo reprimi-lo.
        Nunca o deixei bater em ninguém e o exemplo maior disso sou eu, que mesmo brava, não recorro às palmadas.
        Como explicar que não se resolve as coisas com agressão se os próprios pais agridem?
        E um tapa na bunda é, sim, agressão física, por mais que isso doa aos ouvidos dos pais, um tapa dói mais.

    • Janaina

      Quando uma palavra não resolve?
      Ainda não tive essa experiência, vai ver porque quando eu falo, falo de forma bem firme e de forma coerente.
      Explico porque não pode e o que acontecerá se fizer de novo… e sempre cumpro o que falo.
      Aí é que está, quem educa sem palmadas costuma ser bem mais firme e bem mais claro com seus filhos. Não tem margem pra dúvidas.
      Crianças pequenas de até 4 anos, claro, são necessárias mais vezes falando a mesma coisa, mas funciona tão bem que quando estão maiores já sabem que estamos falando sério.

  • Simone Menzani Marin

    Acabei passando por aqui novamente….. li o meu comentário, e percebi que utilizei um termo que denota um sistema. Eu disse que a família é uma estrutura. Ora, estrutura significa um modo fixo de como as coisas funcionam, indica que tem funcionamento, função. E, bem, eu errei ao utilizar esse termo, porque ele ficou incoerente com o resto do meu texto. Por isso, venho corrigi-lo. A família não é uma estrutura. A família é um conjunto, é um grupo de pessoas ligadas pelo sentimento de afetividade entre os sujeitos, que se organizam conforma suas situações de vida.

  • Amélia Rock (@AmeliaRocknRoll)

    O que eu acho mais engraçado é que os pais que batem, batem porque não conseguem resolver a situação de outro modo e acham que os outros pais também não conseguem! O filho virou drogado, violento?! É pq os pais não impuseram limite, não deram aquela “santa palmada”… nunca é pq eles não deram atenção quando era necessário, não ouviram quando foi preciso, não deram exemplo quando tiveram oportunidade, nem souberam de modo efetivo impor limites com coerência… crianças não são burras e necessitam de sentido para as coisas, já que estão aprendendo.
    Elas sabem que tem algo errado ali. Mesmo quem já apanhou já pensou inúmeras vezes quando criança ou mais velho o por quê daquela atitude e não encontrou uma reposta coerente. Se perguntar tbm apanha. E vai continuar não fazendo sentido. Até que alguns crescem e lógico, já aprenderam o estilo dos pais e incorporaram a atitude, e ainda dizem “olha só, eles estavam certos! Agora faz sentido! Agora vejo o porquê!” Sendo que não, só estão repetindo padrões.
    E sério, os padrões hj em dia andam bem errados. Estamos numa era em que desrespeito tem que ser tolerado como algo normal e isso me entristece demais.
    Não estamos falando em traumatizar, em politicamente correto. Estamos falando de RESPEITO.
    Ps:. Se você não tem respeito, dificilmente será respeitado. O problema dos filhos que não respeitam os pais é bem mais complexo do que dizer que não conseguiram impor limites. São um conjunto de coisas que já surgiram e antes de a criança sequer nascer, durante a gravidez, parto e continuam como uma bola de neve… só que de forma bem mais sutil, e que esses pais fingem não ver e são refletidas mais pra frente.
    Se um filho faz passar vergonha, certeza que os pais fizeram o mesmo durante todo o crescimento dele. Como lidar quando seus exemplos são ruins?! O que fazer quando se sofre com isso e não se tem o suporte necessário?! Quando na verdade nunca teve um suporte?!
    Podem reparar que essas pessoas que acabam no uso de drogas e demais perigos só melhoram quando estão longe. Sinal que o meio em que viviam era o problema. É duro admitir isso! Tem pais que perguntam “Onde foi que eu errei?!” Mas a indagação difícilmente passa da superfície. Não sai da ótica da “autoridade de pai/mãe”. E quase nunca é uma pergunta feita a esse filho de forma sincera e aberta. Sempre é na forma de sermão, jogando na cara que foi dado tudo e agora ele faz isso, de preferência com mais uma “humillhaçãozinha”….
    A reflexão dói né! Comprar modelos estabelecidos é mais fácil do que pensar. É mais fácil julgar, bater e humilhar do que pensar. Dizem que usamos 10% do cérebro… ainda vale isso? Pq existe uma maioria que não anda usando nem 3%.

  • Andreia

    Gostei dos comentarios , tanto de quem é a favor , e de quem é contra tb … Sempre é bom ver o ponto de vista dos outros … Como minha mãe sempre me disse, o que te servir serviu , o que não te servir , entra por um ouvido e sai pelo outro ….

  • Pâmela Oliveira

    Nossa como estou desatualizada… Eu nem sabia da existência de um livro desse!!!
    Ok, ok, tapa na bunda não mata ninguém, levei alguns na vida! To vivinha da silva! Masssss, sempre há um mas… Isso não significa em momento nenhum que ele seja um caminho de solução de problemas! Ou inofensivo!
    Existe uma coisa que se chama REPETIÇÃO! E ela é FUNDAMENTAL na formação da criança. Por que? Simplesmente porque a criança pequena, até uns 3 anos (generalizando), não é capaz de guardar informações de média ou grande complexidade. Quero dizer que ao você informar seu pequeno que não pode mexer no DVD porque quebra, deverá repetir mais umas trocentas vezes isso… Simplesmente porque a única coisa que ficou é que não pode, ele não consegue guardar a informação do porque não pode, é complexo para ele! É assim que eles aprendem. O tapa porém gera uma dor, pequena ou grande, e a dor é um fator que marca, é uma mensagem curta, ele compreende ela em poucas vezes. Outra coisa que as crianças pequenas tem capacidade é de ler linguagem corporal, feição do rosto. Logo logo, assim como um cachorrinho reconhece o tom de voz e os trejeitos, seu bebê/ criança pequena o fará! Portanto, o tapa aliado ao que vem junto (linguagem corporal e feição) dará a ele uma lição forte, aprendida e muito provavelmente cumprida.
    Agora eu pergunto, é um aprendizado que vale a pena? Ou melhor, houve aprendizado? Posso lhes garantir que não.
    Um bebê ou criança pequena que é advertido verbalmente frequentemente, que tem sua atenção voltada ao que pode e outras inúmeras coisas que podemos fazer vai aos poucos guardando mais e mais informação, até que ele alcança o estágio capaz de entender e guardar uma informação e sua consequência. Quando ele chegar nesta maturação BIOLÓGICA e PSICOLÓGICA o serviço estará feito, o aprendizado estará acontecendo e você verá os frutos!
    Não se cria amor, com raiva, não se colhe um ser humano afetivo e sensível a duras penas… Um bebê e uma criança são seres que devem ser tratados com amor e com igual firmesa!
    Muitas atitudes podem ser tomadas antes de um tapa. Dá pra ser enérgico e firme sem as palmadas e assim ensinar verdadeiramente!
    Precisamos pensar se o tanto de regras que impomos são mesmo necessárias. Estou colocando isso porque é necessário de alguma forma, ou é algo que eu quero, que me satisfaz, mas não tem sentido nenhum? (Muitas birras, e brigas surgem de regras ou ordens dos pais sem nenhuma razão, somente pq querem, dizer não, pq não é vazio e com certeza será difícil mantê-lo)
    Precisamos pensar que cada pessoinha nesta terra, desde de RN tem uma personalidade, e devemos respeitar na medida do possível, e reconhecer SEMPRE. Não dá pra criar regras familiares sem considerar os indivíduos que fazem parte dela! Temos que ser equilibrados e coerentes!
    Precisamos dar atenção, e nem sempre qualidade é melhor que quantidade… as vezes quantidade de ócio em família é melhor que quantidade de atividade em família! Olha o mundo moderno aí gente!!!
    Tenho uma pequena de 3 anos e meio quase. Voluntariosa, geniosa, persistente. Aqui o negócio é na conversa e na consequência. Assim como na vida, tudo tem consequência. Perde brinquedo, perde a oportunidade de fazer algo que gostaria… Mas nunca a dignidade de ser reconhecida como alguém que merece respeito e integridade física.
    Me orgulho da minha pequena, pq mesmo sendo assim, ela é uma criança capaz de obedecer naquilo que pode responder. Não dá pra cobrar aquilo que eles não podem nos dar.
    Muito se fala da geração folgada que temos hoje e eu concordo, mas sabe o que é isso? Não é falta de palmada, pra mim o nome disso é “peso na consciência”! Do que? Dos pais que ficam foram de casa o dia todo desde que o filho tem 4 meses de vida e pra compensar a ausência acaba sendo permissivo, tem dó do filho, quer compensar… É claro que estou generalizando.
    Não é palmada que conserta nada n]ao minha gente, é educação, é ensinar, mostrar, agir e dar exemplos, é isso. É um trabalho umas 5 vezes maior, mas é o caminho mais eficaz e correto.
    Quero só deixar uma palavrinha para quem acredita que o “povo dos sem-palmadas” é exagerado… Você, fulano ou ciclano, podem ser daqueles que dão as tais “palmadas de advertência” e tal, mas tem uma gente sem noção que perde literalmente a noção e desce a mão nas crianças, batem mesmo, machucam mesmo e podem até matar, sem ter tido a intenção de… Quando começamos a tentar mostrar que existem caminhos saudáveis e melhores é no intuito de salvaguardar a todos. Por um lado os que podem correr risco de sofrerem graves abusos desse tipo e por outro esses que passam por um tipo de abuso de ordem mais moral, de humilhação.
    Criar filhos não é fácil não, eu sei. Mas escolher o caminho mais fácil é deixar de oferecer o seu melhor e o melhor para seu filho.