O Renascimento do Parto, o filme 1


o renascimento do parto capa
Essa semana foi marcada pela pré-estréia do  filme “O Renascimento do Parto” em São Paulo e Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, dia 09, o filme estréia no cinema de várias cidades.
Nessa Sexta-feira (9) estréia em São Paulo, Campinas, Indaiatuba, Sorocaba, Brasília e Rio de Janeiro.
No dia 16, o filme será lançado em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba; e no dia 23 começará a ser exibido em Belo Horizonte, João Pessoa e Salvador.
Eu estive na pré-estréia em SP, dia 06 e embora já tivesse tido a oportunidade de assistir ao longa metragem há um ano, quando ainda estava em fase final de produção, me emocionei demais. Não tem como assistir esse filme sem refletir, questionar, se emocionar.
O filme foi produzido dentro de um roteiro que explica exatamente como funciona o modelo de assistência obstétrica no Brasil e de como poderia  funcionar. Faz um benchmark com países Europeus cujos índices estão dentro do que a Organização Mundial da Saúde preconiza. Países que possuem a atenção obstétrica centrada em parteiras profissionais para gestantes de baixo risco. Países que incentivam o parto fora do hospital, seja ele em casas de parto ou  na casa da parturiente.
Apresenta depoimentos de mães, pais e profissionais da saúde a cerca das consequências físicas e emocionais decorrentes de partos cheios de intervenções [desnecessárias] e cesareanas em excesso.
Não é um filme sobre parto. É mais que isso. É um filme que nos faz pensar sobre um grave problema de saúde pública que se instalou no Brasil.
Mulheres e bebês saudáveis sofrem todos os dias as consequências da cultura medicalocêntrica, hospitalocêntrica e intervencionista que impera no modelo vigente no nosso país.
É um filme para homens, mulheres, idosos, adolescentes. Para todos. Porque mesmo quem opta por não ter filhos, verá à sua volta  mulheres gestando e bebês nascendo.
E como isso se dará? Num modelo industrial de linha de produção de bebês,  ou num modelo individualizado que leva em consideração todo o histórico dessa mulher e o contexto onde esse bebê irá nascer?
A escolha é nossa. A demanda é nossa também. E a mudança, para todas as mulheres, sejam elas usuárias do SUS ou da Saúde Suplementar, virá quando todas estiverem conscientes de seus direitos. E isso só acontecerá com informação.
Assista o filme. Indique. Leve amigos e familiares para assistir. Não é um filme somente para grávidas. É um filme para tod@s.
 
 


Sobre Gisele Leal

- Acompanhamento da Gestação - Preparação para o parto (individualmente ou em grupos) - Consultoria para a escolha de profissionais e locais de parto - Elaboração do Plano de Parto - Dia da Despedida da barriga, barriga de gesso - Acompanhamento do Trabalho de Parto, Parto e Pós-parto imediato - Assistência ao Parto e puerpério - Consultoria em Aleitamento Materno - Fotos do parto, da família e da gestante

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Um pensamento em “O Renascimento do Parto, o filme

  • Uiara

    Olá! Tenho 29 anos, estou no 4o mes gestacional e eu eu meu marido somos pais de primeira viagem. Estamos adentrando a um universo inédito e portanto tudo é novidade. Antes de engravidar, eu sequer conseguia assistir a um parto, seja como fosse. Há cerca de 1 mes, graças ao “vila mamifera” – que uma amiga me indicou – tenho mais informações sobre tipos de parto e, conhecendo o parto humanizado, o assunto ficou mais tranquilo pra mim. Conversei com meu marido sobre e também sobre doulas, o mesmo torceu o nariz, até discutimos um pouco, mas logo passou. Pelo mesmo blog vi o anuncio do filme “o renascimento do parto”, comprei os ingressos e o chamei pra ir junto comigo. Foi emocionante, nos sentimos mais conectados, ele chorou, eu também. Ao sair da sala de cinema ele me disse “vc vai procurar uma doula”. Não que o filme nos induza a isso, mas evidencia a importancia dessa profissional no ambiente em que ocorre o parto natural. Enfim, foi muito bom mesmo e, após esse filme, sentimos juntos uma conexão maior com a importancia do parto que está muito acima do berço, do carrinho e de outras coisas que antes pensávamos ser a prioridade.