Amamentação 1


Na minha primeira gestação, tive sérios problemas com o início da amamentação. Naquela época, há 12 anos atrás, não existia alojamento conjunto. Além disso, como o parto havia sido cesárea, e não havia essa campanha pela amamentação, fui “largada” no quarto do hospital, minha filha era trazida de “tempos em tempos” pelas enfermeiras, não exisita amamentação por livre demanda. Minha pequena teve uma crise hipoglicemica, é claro. Eu era mãe de primeira viagem, ela recém-nascida de parto cesárea não sabia sugar. Eu não tinha colostro e para ajudar ela não ficava no quarto comigo. Resultado, ela não tinha o que mamar.
O berçario começou a dar leite de vaca modificado (fórmula infantil), e eu não sabia. Só soube na ocasião da alta.
O obstetra receitou o spray nasal de ocitocina para ajudar o leite a descer, e como meu bico do peito estava começando a rachar, receitou uma pomadinha… Apesar de estar bem sensível, não tive grandes problemas com fissuras e machucados.
Quando fui para casa, fui orientada a dar o peito e complementar com a “chuca”. Eu tinha apenas 21 anos, é claro que fiz tudo direitinho o que o “dotô” mandou.
Minha filha nasceu numa 3a feira as 18 horas. Tive alta na 6a. feira pela manhã. No sábado a noite, ela estava com febrão. Fiquei desesperada e a levei ao PS. Internaram, tentaram pegar veia por todo corpinho dela. Até o cabelinho dela rasparam para tentar pegar uma veia. Conseguiram pegar finalmente no pezinho. Diagnostico: Desidratação pela administração da fórmula infantil sem oferecer água à criança. Ué… mas o “dotô” disse que não era para dar água… só peito e complementar com a fórmula. Segundo a pediatra de plantão na UTI neonatal, toda vez que introduzimos qualquer coisa que não seja PEITO, LEITE MATERNO, temos que dar água.
Bom, no domingo pela manhã ela teve alta, e meu peito estava empedrado, de tanto leite. Deus é muito bom mesmo. Suspendi por conta própria o leite artificial para ela. Minha querida mamou até 1 ano e 3 meses, mesmo eu tendo voltado a trabalhar fora quando ela tinha apenas 4 meses.
Apesar do meu segundo parto também ter sido cesárea, há dois anos e meio, o alojamento era conjunto o que facilitou e muito a amamentação. O hospital também incentivava a amamentação, livre demanda. No começo foi muito dificil, porque devido ao parto antecipado, cesárea, o colostro demorou a descer, e ele era desesperado para mamar. Sugava com tanto desespero que meus mamilos racharam muito, sangraram, mas eu não desisti. Continuei, e amamentei meu filho até um ano e 4 meses. Um dia, ele simplesmente não quiz mais mamar. Nunca tomou fórmulas infantis, nunca chupou chupeta, nunca tomou mamadeira, e foi assim… largou sozinho o peito.
Agora com a minha caçula, o parto foi natural. Imediatamente após  o parto meu peito estava lotado de colostro. Ela mamou muito, o tempo todo. O leite veio muito rápido e em grande quantidade. Tenho tanto leite que até dói. Também tive problema com o mamilo rachando. Mas ela mama muito, não chupa dedo, então fica mais tempo e mais vezes no peito.
Desta vez, tenho tanto leite, que como ela não acorda de madrugada para mamar, as vezes eu acordo com dor no peito e acabo ordenhando para aliviar.
Voltarei a trabalhar no final de setembro. Das outras vezes não consegui retirar leite para dar para os meus filhos. Desta vez, vou fazer de tudo para mandar o meu leite para ela beber na escolinha.
E você? Conte para nós como foi sua experiência com a amamentação.
um beijo
Gisele


Sobre Gisele Leal

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Um pensamento em “Amamentação

  • Adriana

    Gisele, fico feliz que você tenha tido 02 cesarianas e ainda assim tenha tido um parto normal. E é isso o que eu quero também, vou conversar com minha médica pois ela diz que o risco de útero romper é grande, eu não entendo pois ja tem 14 anos que fiz uma cesaria, e fiz pq na época tinha 16 anos e morria de medo de ter parto normal e minha pressão subiu muito tb era outra época era no sus e eu muito nova, mas agora vou fazer tudo pelo convênio médico e vou ser muito bem assistida durante a gestãoção e após o parto tb.
    um abraço e obrigada
    Adriana Torres